Por mais um ano, a Igreja Universal celebra o Domund, Dia Mundial das Missões. Este ano, sob o lema «Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos», o Senhor desafia-nos a sermos testemunhas do Amor de Deus para todos os que nos rodeiam, estando conscientes de que onde quer que estejamos, porque somos discípulos de Cristo, somos MISSIONÁRIOS.

Na Mensagem enviada pelo Papa para celebrar este dia, ele convida-nos a recordar com imensa gratidão todos aqueles que, «pelo seu testemunho de vida, nos ajudam a renovar o nosso compromisso baptismal de sermos apóstolos generosos e alegres do Evangelho», recordando «especialmente aqueles que foram capazes de partir, de deixar a sua terra e as suas casas para que o Evangelho pudesse chegar sem demora e sem medo aos recantos das vilas e cidades onde tantas vidas têm sede de bênção».

A oração pelas vocações deve ocupar sempre um lugar importante na vida de cada um de nós, portanto, também na mensagem enviada por Francisco nos faz ver que contemplar o testemunho de tantos missionários ao longo da história da Igreja, e especialmente no nosso país, «encoraja-nos a ser corajosos e a pedir insistentemente «ao mestre que envie operários para a sua colheita» (Lc 10,2), porque estamos conscientes de que a vocação à missão não é algo do passado ou uma memória romântica de outros tempos. Hoje, Jesus precisa de corações capazes de viver a sua vocação como uma verdadeira história de amor, que os faça sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaixão. «

Mas o Papa também nos convida a proclamar com os apóstolos e os primeiros cristãos, «nós também dizemos com todas as nossas forças: «Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos» (Actos 4,20). Tudo o que recebemos, tudo o que o Senhor nos deu, Ele deu-nos para que possamos pô-lo em jogo e dá-lo livremente a outros».

 

Após esses nove dias de intensa preparação, chegámos  finalmente à grande solenidade em honra de  Santa Joana Jugan, para aqueles de nós que fazemos parte da família das Irmãzinhas dos Pobres.

Mas porquê em 30 de agosto?

Sabemos que, ao longo do ano, a Igreja lembra muitos santos que cultivaram durante a vida  as virtudes da Fé, Esperança e Caridade e souberam, de uma maneira ou de outra, imitar perfeitamente o Senhor, nosso Mestre. Normalmente, a Igreja celebra o santo no dia em que conheceu seu Criador, no dia de sua morte, que é a entrada na VERDADEIRA VIDA.

Podemos ler os últimos momentos de Joana Jugan no livro “Humilde ao Amor”, de Paul Milcent: «Sabemos que Joana Jugan, durante o verão de 1879, parecia enfraquecer. Em 27 ou 28 de agosto, ela chamou  o seu confessor e recebeu dele o perdão de Deus. Ele ficou admirado  pela  sua atitude tão desperta, tão presente.

No dia seguinte, depois da missa, ela sentiu-se doente; Colocaram-na numa cama. Recuperou a consciência e foi-lhe administrado  o sacramento dos doentes. Ela rezava  em voz baixa:

Maria,  sabeis que  és minha mãe, não me abandone …

Pai Eterno, abri as vossas portas hoje, para a mais miserável de suas filhas, mas que tem um desejo muito grande de O ver.

Maria, minha boa mãe, vinde até mim. Sabeis que eu A amo e que tenho um grande desejo de  vê-lA.

Então foi-se apagando lentamente. No leito de morte, ela parecia tão calma, tão descansada, que nunca nos  cansávamos  de olhar para ela. «

E numa nota de rodapé,  dá- nos  esta pequena nota:» Não há certeza sobre a data de sua morte. A certidão de óbito e a certidão de enterro têm data de 29 de agosto. Sem dúvida, há um erro, porque é muito improvável que ela tenha sido enterrada no mesmo dia de sua morte. Alguns testemunhos sugerem que ela morreu no dia 28, festa de Santo Agostinho, e, portanto, festa solene para  o padre Le Pailleur. Para não perturbar a festa,  ficariam em silêncio até o dia seguinte à morte de Ir. Maria dla Cruz. Nenhuma circular anunciou esta morte. Um ano depois, o padre Le Pailleur  nomeou-a de passagem, como sua terceira filha espiritual,  acrescentando: “morreu aqui recentemente.” »

Portanto, a data oficial da morte de Joana é 29 de agosto. Nesse mesmo dia, a Igreja celebra o martírio de São João Batista. Esta é uma das razões pelas quais a festa litúrgica de Santa Juana Jugan é neste dia.

Em 30 de agosto, a Igreja apresenta a figura de Santa Joana Jugan como modelo de santidade. Para nos  prepararmos  melhor para este evento, propomos aqui esta novena, que nos ajudará a conhecê-la melhor para podermos  imitá-la nas virtudes que ela  praticou ao longo de sua vida, especialmente a humildade, o silêncio, a caridade, numa vida simples e entregue inteiramente a Deus.

Liturgia da Palavra, 30 Agosto

1ª Leitura: Is 58,6-11 (Reparte o teu pão com o faminto…)

Salmo 22(23) (O Senhor é meu Pastor, nada me falta)

2ª Leitura: 1Jn 3,14-18 (Amemos de verdade e com obras…)

Evangelho: Mt 5,1-12a (Bem-aventurados os pobres em espírito…)

Oração colecta:

Ó Deus, coroa dos santos e exaltação dos humildes, que à Santa Joana Jugan, destes a inspiração de Vos servir numa vida humilde e escondida, consagrando-se ao cuidado dos Idosos mais pobres. Concedei-nos, por sua intercessão, nós vo-lo pedimos, que seguindo o caminho estreito, pela caridade fraterna, cheguemos felizmente à vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amén.

SANTA JOANA JUGAN, ROGAI POR NÓS.

Continuamos com a novena a Santa Joana Jugan. Culminará a 30 de Agosto com a celebração da sua festa litúrgica. Que ela nos acompanhe ao longo destes dias e interceda por todos nós para que possamos aprender a viver, como ela, a verdadeira humildade de coração seguindo o exemplo de Jesus manso e humilde de coração..

Na manhã de 24 de Julho de 2021, na presença de familiares e amigos, D. Alexandre Joly, Bispo Auxiliar da Diocese de Rennes, Dol e St Malo, presidiu à profissão temporária da Irmã Ana da Sagrada Família e da Irmã María Clara de San José, na capela de La Tour St Joseph.

O Bispo Joly dirigiu este convite às jovens irmãzinhas: «Sejam a chama que ilumina o mundo…».

«A audácia do seu compromisso encontra a sua fonte no amor de Deus, pois são amadas por Ele, e vive com um amor particular, um amor único, um amor absoluto. A consagração toma forma concreta no serviço aos idosos e este serviço tem as suas raízes em Cristo, o Servo dos mais pobres. Descobrirão a alegria e a grandeza do serviço. A actividade mais nobre é o serviço aos outros, por isso descobrirão o rosto de Cristo que se tornou o mais pobre!

«Revesti-vos de ternura e compaixão, de bondade, humildade, mansidão e paciência…» (Col 3,12), isto não é o resultado dos nossos esforços, mas o fruto da união com Cristo. Não deixe que a sua plenitude lhe seja roubada! como diria o Papa Francisco. A plenitude é caridade, paz e acção de graças e eles são os bens escatológicos.

«Entra na acção de graças de Jesus». O que é dado está gravado na eternidade, mas o que é guardado só pode apodrecer»!

Depois desta bela e comovente celebração, a Madre Geral María del Monte Auxiliadora deu a obediência, o lugar da missão, às duas novas Irmãzinhas:

Sr Anne da Sagrada Família em Mombaça, Quénia na Província de África e Sr María Clara de San José em Salamanca, Espanha na Província de Madrid. Tenham uma boa missão, queridas Irmãzinhas!

Veja a galeria de imagens aqui (Flickr)

O Papa Francisco instituiu o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos no 4° domingo de Julho. Sob o lema «Eu estou convosco todos os dias», toda a Igreja celebrará pela primeira vez este Primeiro Dia dos Avós e dos Idosos.

Na preciosa mensagem que o Papa escreveu para esta ocasião, o sucessor de Pedro coloca-se do lado dos idosos, chamando-se a si próprio «um homem velho como tu». Com grande cercania, o Papa quer assegurar a todos, estando consciente do grande sofrimento que a pandemia causou, especialmente aos idosos, que a Igreja não os abandona, que está ao seu lado, que se preocupa com eles. É uma mensagem cheia de esperança e ternura, ao mesmo tempo que os chama a serem portadores e transmissores do dom da fé às novas gerações, «para cuidar das raízes, para transmitir a fé aos jovens e para cuidar dos mais pequenos».

Além disso, a Penitenciária Apostólica concede a Indulgência Plenária aos avós, aos idosos e a todos os fiéis que participarão a 25 de Julho de 2021 na celebração que será presidida pelo Papa Francisco na Basílica Papal no Vaticano ou nos vários eventos que terão lugar em todo o mundo. A indulgência é também concedida aos fiéis que dedicam tempo adequado a visitar os seus irmãos mais velhos em necessidade ou em dificuldade. Aqueles que não puderem sair de casa por uma razão séria receberão a indulgência de se juntarem espiritualmente às celebrações deste dia através dos meios de comunicação social.

A Penitenciária Apostólica recorda na sua nota as três condições habituais exigidas pela Igreja para obter a indulgência: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração de acordo com as intenções do Sumo Pontífice.

O dia 13 de Junho é para todo o povo português, e especialmente para os lisboetas, uma festa muito especial. Como todos sabemos, a pandemia mudou muitas coisas, incluindo as marchas. Este é o segundo ano consecutivo em que estas marchas, tão populares em Lisboa, não se realizaram.
Na casa das Irmãzinhas dos Pobres, em Lisboa, quiseram fazer uma pequena marcha para celebrar o santo portugués, tão amado em todo o mundo. Viva Santo António!

No IV Domingo de Páscoa, Domingo do Bom Pastor, a Igreja convida-nos a rezar pelas vocações. O Papa Francisco tornou público uma mensagem, que, como não podia deixar de ser, tem S. José como protagonista. Sob o lema “São José: o sonho da vocação”, o Papa Francisco, ajudado de três palavras-chaves para nossa vocação (sonho, serviço e fidelidade), apresenta-nos o santo patriarca que nos anima a escutar e responder à chamada de Deus. Termina com uma pequena oração a São José, pedindo que ele, protector das vocações, nos acompanhe a todos com coração de Pai.

Por ocasião do 150º aniversário da declaração de São José como patrono da Igreja Universal, o Papa Francisco convocou um ano jubilar de São José, de 8 de Dezembro de 2020 a 8 de Dezembro de 2021.

Num decreto publicado por esta ocasião, explica-se a possibilidade de receber indulgências especiais vinculadas à figura de São José, “cabeça da celestial família de Nazaré” nas condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Papa.

A Igreja tem de aprender muito de São José, tão amado por cada Irmãzinha dos Pobres, e de todos os que formam parte da família de Santa Joana Jugan. Ela dirigia-se a São José em todo o momento, com uma confiança inquebrantável para obter o pão para os seus pobres e escolheu-o como protector da Congregação.

No meio desta emergência sanitária que estamos a viver a nível mundial, o anúncio deste jubileu de São José é uma boa notícia. A carta Apostólica Patris Corde (com Coração de Pai) que o Papa Francisco escreveu para esta ocasião, vai-nos dar a oportunidade de contemplar mais de perto a vida escondida, humilde e simples de São José.

O ano jubilar começou, vivamo-lo com entusiasmo, procurando amar e conhecer melhor São José para assim podermos imitar melhor a sua vida e as suas virtudes, tão necessárias no nosso tempo.

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2021, click aqui

Desde as origens a Quaresma é vivida como o tempo da preparação imediata para o Baptismo, a ser administrado solenemente durante a Vigília pascal.

Toda a Quaresma é um caminho para este grande encontro com Cristo, esta imersão em Cristo e este renovamento da vida.

Nós já somos baptizados, mas o Baptismo com frequência não é muito eficaz na nossa vida quotidiana. Por isso, também para nós a Quaresma é um renovado “catecumenado” no qual vamos de novo ao encontro do nosso Baptismo para o redescobrir e reviver em profundidade, para nos tornarmos de novo realmente cristãos.

Portanto, a Quaresma é uma ocasião para “nos tornarmos de novo” cristãos, mediante um constante processo de mudança interior e de progresso no conhecimento e no amor de Cristo.

A conversão nunca é de uma vez para sempre, mas é um processo, um caminho interior de toda a nossa vida. Este itinerário de conversão evangélica certamente não pode limitar-se a um período particular do ano: é um caminho de cada dia, que deve abraçar toda a existência, todos os dias da nossa vida…

O que é converter-se, na realidade? Converter-se significa procurar Deus, estar com Deus, seguir docilmente os ensinamentos do seu Filho, de Jesus Cristo; converter-se não é um esforço para se auto-realizar a si mesmo, porque o ser humano não é o arquitecto do próprio destino eterno.

Não fomos nós que nos fizemos. Por isso a auto-realização é uma contradição e é também demasiado pouco para nós. Temos um destino mais nobre. Poderíamos dizer que a conversão consiste precisamente em não se considerar “criadores” de si mesmos e assim descobrir a verdade, porque não somos autores de nós próprios.

A conversão consiste em aceitar livremente e com amor de depender em tudo de Deus, o nosso verdadeiro Criador, de depender do amor. Esta não é uma dependência mas liberdade.

Papa Bento XVI, Audiência geral de 21/02/07

Nota da CEP sobre a celebração do Dia Mundial do Doente em Fátima

A Conferência Episcopal Portuguesa vai assinalar de forma especial o Dia Mundial do Doente com uma Missa na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no dia 11 de fevereiro, às 11h00, que será presidida pelo Cardeal D. António Marto.

A Missa, que não contará com a participação de fiéis devido à situação de pandemia que o país atravessa, será transmitida pelos meios de comunicação social (Rádio Renascença e TV Canção Nova) e digital (Santuário de Fátima e Agência Ecclesia) e tem como intenção lembrar todos os que sofrem os efeitos da pandemia.

Os bispos portugueses consideram ser este o momento propício para prestar uma especial atenção às pessoas doentes, sobretudo neste momento de pandemia, e a todos aqueles que as acompanham, como salienta o Papa Francisco na Mensagem para o 29.º Dia Mundial do Doente.

Num texto intitulado “Um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos”, inspirado no trecho evangélico em que Jesus critica a hipocrisia “de quantos dizem mas não fazem”, o Santo Padre sublinha que “a experiência da doença faz-nos sentir a nossa vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, a necessidade natural do outro. Torna ainda mais nítida a nossa condição de criaturas, experimentando de maneira evidente a nossa dependência de Deus”.

Além da bênção dos doentes, haverá uma referência especial com uma prece pelos profissionais de saúde e por todos os cuidadores formais e informais que neste contexto estão na linha da frente na luta contra a pandemia e no cuidado ao próximo.

Lisboa, 5 de fevereiro de 2021

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